A Boeing tem contratado entre 100 e 140 trabalhadores por semana para suas fábricas de jatos comerciais, de acordo com a Reuters. O esforço está relacionado aos planos de elevar a produção do 737 MAX para cerca de 47 aeronaves por mês, um patamar que a Boeing tem trabalhado para alcançar enquanto estabiliza as operações após limites regulatórios e interrupções na cadeia de suprimentos.

Para sustentar essa taxa, a empresa está preparando uma nova linha de montagem em Everett, uma instalação historicamente associada a programas de fuselagem larga, como o 747, 767, 777 e 787.

A demanda continua forte em todo o portfólio comercial da Boeing. Até 31 de março, a empresa tinha 6.127 pedidos não atendidos, incluindo 4.368 aeronaves da família 737. Em uma taxa mensal de 47 unidades, a carteira existente para o narrowbody sozinha exigiria quase oito anos de produção.

Dados recentes de entrega mostram a recuperação gradual na produção. A Boeing entregou 143 aeronaves nos primeiros três meses de 2026, incluindo 113 jatos 737 MAX, juntamente com volumes menores de aviões de fuselagens largas, como o 787 e cargueiros baseados no 767 e 777. Março contabilizou 46 entregas, abaixo da Airbus naquele mês, mas o fabricante americano ainda liderou o total trimestral.

Montagem da linha Norte do Boeing 737 MAX (Boeing)
Montagem da linha Norte do Boeing 737 MAX (Boeing)

A campanha de contratação também abrange vagas além da montagem final, incluindo funções de suporte, como manuseio de peças, ferramentas e logística interna, todas necessárias para sustentar taxas de produção mais altas. A Boeing tem reconstruído sua força de trabalho após demissões durante a pandemia e pausas subsequentes na atividade de fabricação.

O aumento na produção ocorre enquanto a empresa continua lidando com restrições na cadeia de suprimentos e a disponibilidade de mão de obra qualificada, que limitaram o ritmo de aumento da produção, apesar de um grande volume de pedidos.