A Rússia completou mais um exemplar da aeronave de fuselagem larga Il-96 em sua instalação em Voronezh, sinalizando um reinício da produção do único jato de longo alcance desenvolvido internamente no país após anos de atividade limitada.
A etapa atingida evidencia a limitação tecnológica do país já que o programa é considerado ultrapassado. O Il-96 é uma aeronave de quatro motores que utiliza motores PS-90A legados e uma arquitetura de design que remonta ao final da era soviética e que o coloca em extrema desvantagem em relação a modernos jatos de fuselagem larga bimotores, como o Boeing 787 e o Airbus A350.
A versão mais recente, o Il-96-400M, apresenta um fuselagem alongada, sistemas atualizados e um cockpit simplificado para dois pilotos. Mesmo com essas mudanças, mantém a configuração básica que limitou seu apelo na aviação comercial. A aeronave tem sido utilizada para transporte governamental e funções especializadas, incluindo o uso pela unidade de voo estatal da Rússia.
Além disso, há rumores que apontam para uma nova edição do avião do 'juízo final', jato equipado para ser usado em caso de conflito nuclear.
O reinício da produção sugere que a United Aircraft Corporation (UAC) pode estar buscando uma abordagem provisória para sustentar as capacidades de longo alcance. Sem perspectivas de curto prazo para a entrada em serviço de um jato de fuselagem larga de nova geração, o Il-96 parece estar preenchendo uma lacuna em vez de representar uma solução de longo prazo.

Essa lacuna se ampliou após a Rússia sair de sua parceria com a China no programa CR929, um jato de fuselagem larga de dois motores destinado a competir com aeronaves ocidentais. O projeto foi rebatizado como C929 e agora está sendo desenvolvido exclusivamente pela COMAC da China, deixando a Rússia sem um caminho colaborativo para um jato moderno de longo alcance.
Os testes do Il-96-400M começaram em 2023, e a recente atividade industrial, incluindo contratações na fábrica de Voronezh, indica preparativos para um modesto aumento na produção. No entanto, espera-se que o futuro papel da aeronave permaneça focado em aplicações estatais, de carga ou específicas de missão, em vez de serviços de companhias aéreas convencionais.
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